Em busca de usuários, bibliotecas oferecem cursos, rodas de leitura e até material para concurso público
Dizem que um país se constrói com homens e livros. No que depender da Zona Oeste, a nação será bem edificada. Em pleno recesso escolar, as bibliotecas da região atraem pessoas de todas as idades em busca de conhecimento. Este, pode estar nas páginas impressas ou na experiência de pessoas como a professora aposentada Maria de Jesus Lourenço, de 93 anos, que fez da Biblioteca Popular Municipal Manuel Ignácio da Silva Alvarenga, em Campo Grande, seu ateliê.
— Ensino pintura e crochê. É tudo cultura, é só ter vontade de aprender— diz a senhora que está há três anos no local.
O espaço é compartilhado com a bibliotecária Angela Marinho, que há 12 anos cuida do acervo de 10 mil títulos.
— Além dos leitores individuais, temos rodas de leitura todo mês e fizemos um acervo de apostilas para concursos públicos.
Mas para Alex Marques, de 19 anos, o principal está sempre lá:
— O que encanta é a possibilidade de viajar.
Opções vão de teatro a esperanto
Há dez anos, um galpão no Jardim Sulacap foi transformado em um espaço social. O Galpão Comunitário Jardim Sulacap abriga uma biblioteca diferente: lá existe um palco que pode ser utilizado para encenações.
O barulho dos movimentos de cena, contudo, não atrapalham a tranquilidade do salão de leitura.
— Eu trago meus livros para estudar aqui pelo silêncio — explica a estudante Thamiris Maia, de 20 anos.
Quem, entre os 1.165 usuários, não quiser carregar os livros, tem à disposição um acervo de 3 mil títulos, alguns de literatura infantil em braille. A sala de vídeo infantil também faz diferença para as crianças.
Em Bangu, uma profusão de idiomas no curso de Esperanto atrai novos usuários para a Biblioteca Municipal Bangu Cruz e Souza. Mas não é tudo.
— Os títulos mais novos, principalmente com histórias de vampiros, como Lua Nova, atraem muitas pessoas — garante a bibliotecária Nadir Carvalho, de 63 anos.
Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/zona-oeste/em-busca-de-usuarios-bibliotecas-oferecem-cursos-rodas-de-leitura-ate-material-para-concurso-publico-3859649.html#ixzz1lyriKv2n
Missão impossível: comprar uma estante de livros no Brasil
Postado originalmente em 30/01/12 por Marcela Ortolan no site Livros e Afins
Há dois anos passei a procurar por uma estante de livros para comprar.
Dois anos.
Não, caro leitor, eu não procurei todos os dias, também não devo ter procurado em todas as lojas da minha cidade, mas procurei com frequência nas maiores lojas.
Nas lojas de movéis populares não havia nenhum modelo para livros.
Em uma loja de móveis mais sofisticados encontrei uma estante de estilo moderno que serviria para por livros, mas não os meus livros. Isso por dois motivos:
- era grande demais para a minha sala;
- era grande demais para o meu orçamento (algo em torno de R$ 3.000).
Pensei também em mandar fazer uma estante, mas se ressolvesse contar as dificuldades que encontrei ao tentar tal alternativa vocês não acreditariam. Então, vou poupá-los do relato dos meus aborrecimentos.
Uns dias atrás finalmente achei uma estante para livros. Não é o modelo mais bonito, nem o mais forte, e entre a compra e a montagem foram doze dias de espera, mas é uma estante para livros – e isso já é muito.
Dois dias depois de eu ter adquirido a dita, recebi uma ligação da minha irmã falando que um colunista da revista semanal Veja havia escrito um artigo sobre a sua histórica dificuldade em comprar estantes para livros.
O colunista Claudio de Moura Castro fez uma análise de como o fato de não existirem estantes para livros sendo vendidas nas grandes lojas de móveis esta diretamente ligado a falta de hábito de leitura do brasileiro.
Como os donos dessas empresas não são tontos, é inevitável concluir que, se não oferecem boas estantes, é porque não há compradores. Ou seja, o brasileiro frequentador dessas lojas não possui o volume de livros que provocaria a demanda por elas. Os poucos que precisam de estantes mais avantajadas se entendem com seu marceneiro e pagam as comas, também mais avantajadas. Triste constatação, pois não? E como será no mundo mais rico? Apenas para ter gosto. Digitando a palavra bookcase, aparecem 725 itens. Há um número para cada cor, aparecendo também acessórios e modelos menos apropriados para livros. Por seguro, digamos que existem mais de 300 modelos de estantes para livros. A comparação é escandalosa.
Guardar livros em casa por si só não quer dizer muita coisa, afinal livro parado na estante não acrescenta nada na vida de alguém. Bem, talvez acrescente poeira.
O colunista continua seu relato:
Falando de estantes de livros, em uma área rural da Islândia, uma casa de camponeses modestíssimos foi transformada em um museu sobre os hábitos e os estilos de vida locais. Mostra a casa como estaria por volta de 1920, austera e espartana, como tudo no país. Chamou atenção a biblioteca do dono. A estante, mais alta do que eu e com um bom metro e meio de largura, estava repleta de livros, com o desgaste que corresponde ao uso frequente. (grifo meu)
Ter livros em casa e lê-los, consulta-los, empresta-los, enfim: todas essas atividades que diferenciam um amontoado de papel de um livro propriamente dito. É disso que o colunista esta falando, e não de quem compra livros a metro para enfeitar a sala.
E ai vem o golpe de misericordia: Castro passa a analisar as vantagens da leitura freqüente e compara com os hábitos de leitura do brasileiro médio:
Como serão os hábitos de leitura dos brasileiros? Os resultados não são nada lisonjeiros. A média brasileira é de 1,8 livro lido por habitante/ ano. Isso se compara com 2,4 para nossos vizinhos colombianos, cinco para os americanos e sete para os franceses.
Diriam os cínicos, e daí? Um passatempo como outro qualquer. Infelizmente, não é assim. Uma pesquisa em 27 países mostrou que a biblioteca familiar se correlaciona mais com bons resultados na educação do que a própria escolaridade dos pais.
Uma biblioteca de 500 livros se associa a acréscimos de escolaridade que vão de três a sete anos. Segundo os autores, “uma casa onde os livros são valorizados fornece às crianças ferramentas que são diretamente úteis no aprendizado escolar…”. E tem mais, leitores mais assíduos visitam mais museus, fotografam mais e, surpresa, praticam mais esportes.
Nunca tive dúvidas que a leitura possui outras vantagens, além de ser um passatempo delicioso. Agora tenho também alguns argumentos. E uma estante de livros.
Fonte: http://livroseafins.com/missao-impossivel-comprar-uma-estante-de-livros-no-brasil/
Os livros da Idade Media
Durante a Idade Média os livros eram escritos pelos copistas, à mão.
Precursores dos taquígrafos, os copistas simplificavam seu trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido (tempo era o que não faltava, naquela época!). O motivo era de ordem econômica: tinta e papel eram valiosíssimos.
Assim, surgiu o til (~), para substituir o m ou n que nasalizava a vogal anterior. Se reparar bem, você verá que o til é um enezinho sobre a letra.
O nome espanhol Francisco, também grafado Phrancisco, foi abreviado para Phco e Pco ? o que explica, em Espanhol, o apelido Paco.
Já para substituir a palavra latina et (e), eles criaram um símbolo que resulta do entrelaçamento dessas duas letras: o &, popularmente conhecido como e comercial, em Português, e, ampersand, em Inglês, junção de and (e, em Inglês), per se (por si, em Latim) e and.
E foi com esse mesmo recurso de entrelaçamento de letras que os copistas criaram o símbolo @, para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de casa de.
Foram-se os copistas, veio à imprensa – mas os símbolos @ e & continuaram firmes nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço. Por exemplo: o registro contábil 10@£3
significava 10 unidades ao preço de 3 libras cada uma. Nessa época, o símbolo @ significava, em Inglês, at (a ou em).
No século XIX, na Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar as práticas comerciais e contábeis dos ingleses. E, como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses davam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo devia ser uma unidade de peso. Para isso contribuíram duas coincidências:
1 – a unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cujo inicial lembra a forma do símbolo;
2 – os carregamentos desembarcados vinham frequentemente em fardos de uma arroba. Por isso, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registro de 10@£3 assim: dez arrobas custando 3 libras cada uma. Então, o símbolo @ passou a ser usado por eles para designar a arroba.
O termo arroba vem da palavra árabe ar-ruba, que significa a quarta parte: uma arroba ( 15 kg , em números redondos) correspondia a 1/4 de outra medida de origem árabe, o quintar, que originou o vocábulo português quintal, medida de peso que equivale a 58,75 kg .
datilografados), trouxeram em seu teclado o símbolo @, mantido no de seu sucessor – o computador.
Então, em 1972, ao criar o programa de correio eletrônico (o e-mail), RoyTomlinson usou o símbolo @ (at), disponível no teclado dessa máquina, entre o nome do usuário e o nome do provedor. E foi assim que
Fulano@Provedor X ficou significando Fulano no provedor X.
Na maioria dos idiomas, o símbolo @ recebeu o nome de alguma coisa parecida com sua forma: em Italiano, chiocciola (caracol); em Sueco, snabel (tromba de elefante); em Holandês, apestaart (rabo de macaco). Em alguns, tem o nome de certo doce de forma circular: shtrudel, em iídisch;
strudel, em alemão; pretzel, em vários outros idiomas europeus. No nosso, manteve sua denominação original: arroba.
Sabías cómo se hacen los libros?
Este es un demo de un video que está diseñado para que los maestros se los muestren a niños de 5 a 10 años. En este video se explica el proceso de cómo se hace un libro, desde cómo se hace el papel, quién es un autor, una editorial, un ilustrador, un diseñador, el proceso de impresión, las librerías, las bibliotecas y finalmente el lector. Al final se relata un cuento y se invita a los niños a escribir otra aventura con los personajes del cuento. De esta manera se cierra el círculo y los niños también se viven como autores.
Beneficios de la Lectura y sus Consecuencias
Este es un documental acerca de la lectura en cual habla de sus beneficios y sobre la importancia que debe tener cada persona a la hora de tener conocimientos y para fomentar esta extraordinaria aficción que lamentablemente se está perdiendo.
Fonte Asimilate2020 no Youtube
Pesquisador: impresso ainda é melhor meio de estimular a leitura
Postado originalmente no Terra
Melissa Romboli Andriole, 9 anos, prefere passar horas folhando as páginas de um livroAs histórias em quadrinhos foram o ponto de partida para que a produtora musical Magali Romboli transformasse a filha em uma leitora assídua. Nada de tablets, computadores e outros estímulos eletrônicos – Melissa Romboli Andriole, 9 anos, ainda prefere passar horas folhando as páginas de um livro. “É muito mais legal do que brinquedo”, garante. Mãe e filha não são exceção: na hora de introduzir as crianças ao mundo da leitura, muitos pais abrem mão da tecnologia e continuam recorrendo ao tradicional impresso, medida apoiada por especialistas.
Magali conta que começou a estimular a filha ainda bebê, com livros de plástico para brincar na banheira. Aos poucos, o passatempo deu lugar a gibis e livros de história. Recorrer ao impresso foi uma das maneiras que encontrou para evitar que Melissa passasse o dia todo em frente ao computador e à televisão. “Talvez essas ferramentas não façam mal agora, mas como saber seu efeito quando ela tiver 50 anos?”, questiona.
A preocupação com a saúde não é o único motivo pelo qual o impresso reina na casa da família. Segundo Magali, uma das grandes vantagens do livro em papel é a possibilidade de compartilhar histórias. De tempos em tempos, elas doam alguns exemplares para crianças carentes. “A Melissa pega livros emprestados da escola, leva o que está lendo em casa, comenta com colegas e com a professora. No tablet, você baixa o arquivo, outra pessoa baixa outro. Não é uma relação entre pessoas, é uma relação entre tecnologias”, reflete.
Segundo o professor do Centro de Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Marcello Barra, o livro impresso continua decisivo na formação de crianças e jovens. “Por ter muito mais estímulos, a mídia eletrônica dispersa quem está começando a ler. O saber e a profundidade são maiores no livro convencional”, afirma. Barra explica que as possibilidades abertas pelo tablet podem estimular a criança a buscar novos conteúdos, em vez de se ater àquilo que está lendo. “O resultado é um conhecimento superficial. Os eletrônicos são uma raiz muito longa, mas não muito profunda. Eles são complementares. Nessa fase, incentivar a leitura por meio do impresso é o melhor meio de desenvolver a concentração”, enfatiza.
Férias são uma boa época para estimular a leitura
Aproveitar o tempo livre é uma boa saída para desenvolver o gosto pelas obras literárias. Vale recorrer desde a séries infantis até ao gibi, aliado de Magali na formação da filha. “A linguagem objetiva das historinhas da Turma da Mônica ajudou a Melissa no início. Depois, para melhorar o repertório, pegamos livrinhos de histórias”, conta.
O momento também é bom para fazer passeios culturais. “A melhor coisa é levar os filhos às livrarias, que cada vez mais têm seções voltadas a crianças e adolescentes. Lá, devem ajudá-las a escolher seus próprios livros”, aconselha o professor. As bibliotecas públicas também podem estar no roteiro de férias. “Os pais devem dar o exemplo. É muito mais fácil a criança gostar de ler se ela está acostumada a ver os pais lendo”, diz.
Outra alternativa para o período e que pode ser levada adiante durante o ano todo são as rodas de história. Segundo Barra, reunir a família é uma das melhores formas de instigar a curiosidade dos pequenos. “O ambiente familiar é muito rico e influencia muito na formação da criança”, diz.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5580416-EI8266,00-Pesquisador+impresso+ainda+e+melhor+meio+de+estimular+a+leitura.html
História em quadrinhos é literatura?
História em quadrinhos é literatura? O Entrelinhas destaca a linguagem dos cartoons, gênero que sempre flertou com a literatura e que, a exemplo desta, também tem seus clássicos e seus vanguardistas como Will Eisner, Guido Crepax e Neil Gaiman. O programa entrevistou dois especialistas
Brincando de Ler
Originalmente postdo no blog Inventando com a Mamãe
Para incentivar a leitura aqui em casa, costumo fazer do livro um brinquedo, da leitura uma brincadeira.
Assim tenho conseguido despertar, cada vez mais, o interesse das minhas filhas pela leitura. Comecei bem cedo, desde que elas eram bebês com seus livros de banho.
Na construção desse hábito pela leitura nos divertimos com várias alternativas.
Frequentamos livrarias e marcamos presenças em lançamentos sempre que possível. O contato com os autores e ilustradores traz mais proximidade com o livro. Percebo uma intimidade maior com os livros dos autores que elas conheceram.
Adoramos fazer o nosso reconto da história com desenhos. Como esse que a Sofia fez na escola. As crianças fizeram o reconto do livro Bagunça e Arrumação da Marilia Pirilo. E receberam a visita da autora para ver o Reconto. Foi uma experiência incrível que gerou uma paixão pela Marilia Pirilo.
Gostamos muito de criar a nossa versão da história. Demos muita risada com a nossa versão do Vira Bicho de Luciano Trigo. Fizemos colagem e desenhos para o Bairro da Sofia a partir do Bairro do Marcelo de Ruth Rocha.
Outra atividade gostosa e que permite explorar mais o livro é fazer um desenho para ilustrar a nossa percepção da história. Essa que fizemos do livro Adivinha Quanto Eu Te Amo mexeu com as nossas emoções.
Unir arte, reciclagem e leitura é uma forma deliciosa de prolongar o tempo de brincadeira com o livro. Fazemos alguns personagens reciclados e lemos o livro fazendo as suas vozes. Brincamos muito com o sapo da Princesa e o Sapo. Ler Monteiro Lobato já é pura aventura, com teatrinho de fantoches viajamos mais longe a nossa imaginação.
Até para a cozinha nos levamos os livros e inventamos receitas para os personagens. A Bela fez cupcake para a Fera. Aliás, as princesas dos contos de fadas nos ensinaram várias delícias. Assim nos deliciamos com seus livros em várias versões.
Mas, até hoje, o que as meninas mais gostaram mesmo, a grande sensação, foi quando a mamãe aqui se transformou na personagem principal do livro Quando a Mamãe Virou um Monstro.
Acredito na eficácia do ensino através de brincadeiras para as crianças. Com criatividade espero estar construindo devoradoras de livros. A Ana Luiza já adora ler e a Sofia não dorme sem uma historinha.
Aqui foram apenas experiências de mãe. No site da Pritt, no post Como despertar o interesse pela leitura, tem dicas de especialista. Quem quiser navegar no site pode entrar AQUI.
Fonte: http://networkedblogs.com/snm99
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore from Moonbot Studios on Vimeo.
Inspired, in equal measures, by Hurricane Katrina, Buster Keaton, The Wizard of Oz, and a love for books, “Morris Lessmore” is a story of people who devote their lives to books and books who return the favor. Morris Lessmore is a poignant, humorous allegory…

