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	<title>Oficina de Livros &#124; Blog</title>
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	<description>Blog sobre livros, literatura e produção sob demanda.</description>
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		<title>Ler é mais que preciso, é indispensável!, artigo de José Stédile</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 23:36:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oficinadelivros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[Deputado Stédile é o presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Biblioteca Pública O Jornal Zero Hora sobre o Dia Mundial do Livro e a leitura no país. Questionado se tem o hábito da leitura, o escritor Ariano Suassuna disse que não. “Eu tenho a paixão da leitura. O livro...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table width="1" border="0" cellspacing="0" cellpadding="5" align="right" bgcolor="#F2F2F2">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-family: Verdana;"><img src="http://josestedile.com.br/site/noticias/lib/fotos/BET_5158120423115412_mini.jpg" alt="" align="right" /></span></td>
</tr>
<tr>
<td height="29">
<table width="100%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-family: Verdana;">Deputado Stédile é o presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Biblioteca Pública</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div align="justify">
<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">O Jornal Zero Hora sobre o Dia Mundial do Livro e a leitura no país.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">Questionado se tem o hábito da leitura, o escritor Ariano Suassuna disse que não. “Eu tenho a paixão da leitura. O livro sempre foi para mim uma fonte de encantamento”, disse ele. Já o estudioso Antonio Cândido defende o Direito à Literatura como direito humano, pois se algo é indispensável para nós, deve ser também indispensável para o próximo. Moacyr Scliar escreveu que a casa da leitura tem muitas portas, e a porta do prazer é das mais largas e acolhedoras.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">Neste mês, comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil, em 18 de abril, dia do nascimento de Monteiro Lobato, e o Dia Mundial do Livro, em 23 de abril, falecimento de Cervantes e de Shakespeare. Estas datas nos cobram uma reflexão sobre a leitura no país.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">A pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, divulgada em março, revelou que o brasileiro está lendo menos. De acordo com o levantamento, o número de brasileiros considerados leitores – aqueles que haviam lido ao menos uma obra nos três meses que antecederam a pesquisa – caiu de 95,6 milhões (55% da população estimada), em 2007, para 88,2 milhões (50%), em 2011.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">Além das justificativas das novas tecnologias, falta de estímulo e alto custo, a indiferença dos brasileiros pelos livros tem raízes mais profundas. Séculos de escravidão levaram os líderes do país a negligenciar a educação. A escola primária só se tornou universal na década de 90. As bibliotecas e as livrarias ainda não conseguiram emplacar. Cerca de 75% da população brasileira jamais pisou numa biblioteca.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">Outro fato importante é que só 26% dos brasileiros entre 15 e 64 anos encontram-se no nível pleno de alfabetização, ou seja, têm hoje condição de ler e compreender integralmente um texto longo. Não é possível pensar que exista um país, com o crescimento do nosso, que possui uma taxa de 70% de analfabetos funcionais.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">Portanto, acredito que, no ano em que declaramos o educador Paulo Freire patrono da educação brasileira, temos o dever de lutar para que homens e mulheres enxerguem o mundo com outros olhos, sem limitações. Por isso, propus a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Biblioteca Pública na Câmara dos Deputados. O objetivo é destacar o papel estratégico da Biblioteca Pública na formação intelectual do cidadão. Além disso, promover debates sobre políticas de criação, modernização e capacitação técnica dos profissionais, para garantir acesso amplo e irrestrito da sociedade à leitura.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;">*DEPUTADO FEDERAL (PSB-RS) E PRESIDENTE DA FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DA BIBLIOTECA PÚBLICA</span></p>
</div>
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		<title>Você sabe (mesmo) ler?</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 10:58:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oficinadelivros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>

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		<description><![CDATA[Postado originalmente por Livros e Afins A pergunta parece simplória ou sarcástica, posto que, ao responder à pergunta formulada no título, já ficou claro que você sabe ler; ou, pelo menos, acha que sabe. Há algum tempo eu vinha me questionando se sabia ler. Eu lia, compreendia, interpretava, mas sentia que...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Postado originalmente por <a href="http://livroseafins.com/voce-sabe-mesmo-ler-2/?utm_medium=twitter&amp;utm_source=twitterfeed" target="_blank">Livros e Afins</a><br />
<a href="http://www.oficinadelivros.com.br/blog/?attachment_id=43914" rel="attachment wp-att-43914"><img src="http://livroseafins.com/wp-content/uploads/2012/04/medium_6074186342.jpg" alt="" width="618" height="640" /></a></p>
<p>A pergunta parece simplória ou sarcástica, posto que, ao responder à pergunta formulada no título, já ficou claro que você sabe <a href="http://livroseafins.com/voce-sabe-mesmo-ler-2/?utm_medium=twitter&amp;utm_source=twitterfeed#" rel="nofollow">ler</a>; ou, pelo menos, acha que sabe. Há algum tempo eu vinha me questionando se sabia ler. Eu lia, compreendia, interpretava, mas sentia que faltava algo. Achava a minha leitura pouco produtiva. E fui pesquisar…</p>
<p>A primeira observação que faço, a partir do que estou vendo:</p>
<blockquote><p>“<a href="http://livroseafins.com/voce-sabe-mesmo-ler-2/?utm_medium=twitter&amp;utm_source=twitterfeed#" rel="nofollow">Leitura</a> não está relacionada à rapidez ou quantidade, mas à <a href="http://livroseafins.com/voce-sabe-mesmo-ler-2/?utm_medium=twitter&amp;utm_source=twitterfeed#" rel="nofollow">qualidade</a>”.</p></blockquote>
<p>Pesquisando, descobri o livro “A arte de ler” e nele fiquei absolutamente admirada de como ler é um processo ativo e de porque não nos ensinam o que este livro mostra, na escola, muito menos em nível acadêmico. Em outras palavras: o livro não ensina a ler, mas como ler.</p>
<p>Acredito que alguns dos leitores tiveram a oportunidade de ler este livro. Mas, acredito, também, que a grande maioria, assim como eu, nunca teve a oportunidade deste <a href="http://livroseafins.com/voce-sabe-mesmo-ler-2/?utm_medium=twitter&amp;utm_source=twitterfeed#" rel="nofollow">acesso</a>. E é com estes que divido a descoberta. É de suma importância dividir essa minha aventura com os leitores do Livros e Afins e, por isso, farei postagens que resumem as minhas impressões e o conteúdo do livro, incentivando-os e a ler mais e a ler melhor.</p>
<p>Vamos às premissas:</p>
<h2>Principais desculpas que daqueles que leem pouco</h2>
<ul>
<li>Pintura – fotografia, a informação apreendida pela imagem;</li>
<li>Leitura – informação por meio das mídias de massa, sendo mais fácil receber a iformação que a processar ou buscar;</li>
<li>Desculpa da falta de tempo – o grande problema do homem <a href="http://livroseafins.com/voce-sabe-mesmo-ler-2/?utm_medium=twitter&amp;utm_source=twitterfeed#" rel="nofollow">moderno</a>.</li>
</ul>
<p><strong>A Leitura é ativa</strong> – toda e qualquer espécie de leitura é uma atividade. Leitura completamente passiva é impraticável. Não se pode ler com os olhos imobilizados e a mente adormecida. Quanto mais ativa a leitura, melhor. A relação escritor x leitor estabelece uma cooperação no sentido de gerar uma comunicação.</p>
<h2>O que é uma leitura ativa?</h2>
<p>Maior ou menor grau de apreensão do que o código escrito comunica:</p>
<ol>
<li>Identificar se a nossa mente se alinha à mente do texto, caso contrário, momento em que não compreendemos tudo, não ocorre esse alinhamento;</li>
<li>O leitor deve se desconformar com o desconhecimento;</li>
<li>As técnicas que envolvem essa maior ou menor aptidão constituem o aprimoramento da leitura;</li>
<li>Ler para se informar é diferente de ler para alcançar entendimento.</li>
</ol>
<h2>Qual a meta a ser alcançada a partir da leitura?</h2>
<p>Palavras que se deve ter em mente: recreação, informação, entendimento.</p>
<ol>
<li>Leitura informativa;</li>
<li>Leitura por prazer;</li>
<li>Leitura extensiva;</li>
<li>Aprender por instrução x aprender por descoberta;</li>
<li>Estar informado x estar esclarecido. “Só nos ilustramos quando, além de sabermos o que um autor diz, sabemos o que ele tem em mira e porque o diz”;</li>
<li>Ler muito é diferente de ler bem;</li>
<li>Descoberta com ou sem ajuda: o processo de aprender por meio de pesquisa, investigação ou reflexão, sem ser ensinado;</li>
<li>Pensar é apenas uma parte da atividade de aprender;</li>
<li>A arte da descoberta desajudada abrange: acuidade de observação; memória pronta; amplitude de imaginação; intelecto afeito à análise e reflexão.</li>
</ol>
<h2>Professores presentes versus professores ausentes</h2>
<p>Um livro é como a natureza ou o mundo – um professor ausente. Se temos dúvida, perguntamos ao professor presente; se estamos diante de um livro, temos que responder sozinhos. Ir além do que o livro propõe é o segundo desafio, o primeiro é ir até o livro.</p>
<h2>Níveis de leitura</h2>
<p>Há quatro níveis de leitura:</p>
<ol>
<li>Leitura elementar;</li>
<li>Leitura inspecional;</li>
<li>Leitura analítica;</li>
<li>Leitura sinóptica.</li>
</ol>
<p>Dentro de cada um desses níveis, observa-se os respectivos estágios para seguir e se tornar um bom leitor. Oportunamente, falarei de cada um deles isoladamente para ajudar os leitores do Livros a lerem mais e cada vez melhor.</p>
<h3>Fonte</h3>
<p><strong>ADLER</strong>, Mortimer Jerome; DOREN, Charles Van. <strong>A arte de ler</strong>. [How to Read a Book.] Trad. José Laurênio de Melo. Rio de Janeiro: AGIR, 1974. 400p.</p>
<p>O livro que estou lendo é de 1902, com primeira publicação em 1940. A tradução que tenho em mãos é de 1974. Fiz questão de ler essa versão para observar quão atual (ou não) ela seria, contudo, você encontra essas versões, nos dias de hoje, como <em>How to read a book</em> (em inglês) e Como ler um livro (versão em Português).</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/caseydavid/6074186342/" target="_blank">Crédito da Imagem</a></p>
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		<title>Como transformar um livro em um belo esconderijo</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 11:33:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oficinadelivros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado por Hype Science Ladrões dificilmente roubam livros quando invadem casas. A princípio, ladrão algum vai se interessar por seus romances e trilogias ou por suas enciclopédias. Suas prateleiras podem ser os últimos lugares em que ele vai mexer. Por isso mesmo é que os livros são esconderijos perfeitos. Se...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div><a href="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/original-1-e1334074854508.jpg" data-group="group4"><img title="original-1" src="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/original-1-e1334074854508.jpg" alt="" width="500" height="281" /></a></div>
</div>
<p>Publicado por <a title="Hype Science" href="http://hypescience.com/como-transformar-um-livro-em-um-belo-esconderijo/?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29">Hype Science</a></p>
<p>Ladrões dificilmente roubam livros quando invadem casas. A princípio, ladrão algum vai se interessar por seus romances e trilogias ou por suas enciclopédias. Suas prateleiras podem ser os últimos lugares em que ele vai mexer. Por isso mesmo é que os livros são esconderijos perfeitos.</p>
<p>Se quiser guardar pertences valiosos em casa e, ao mesmo tempo, parecer inteligente, faça isso. Mas vai doer: você precisará cortar uma área vertical do capítulo 2 ao capítulo 15. Só resta decidir qual será o livro-vítima.</p>
<p><strong>Materiais e ferramentas necessárias</strong></p>
<ul>
<li>um livro de capa dura</li>
<li>uma cola branca</li>
<li>uma pequena vasilha ou pote</li>
<li>um rolo de filme plástico para embalar alimentos</li>
<li>uma lâmina afiada (de preferência uma faca)</li>
<li>um pincel</li>
<li>um lápis e uma régua</li>
<li>uma furadeira</li>
<li>um objeto pesado e mais largo que a capa do livro</li>
</ul>
<p><strong>Dificuldade e custos</strong></p>
<p>Em uma escala de 1 a 10, essa tarefa tem um nível 4 de dificuldade. E os custos giram em torno de R$ 10 a 30. Para reduzir os gastos, não use primeiras-edições, livros raros ou autografados. Fica a dica. Avisar nunca é demais!</p>
<p><strong>Construindo seu esconderijo</strong></p>
<p>1. Pegue o livro: quanto maior, melhor. Dê preferência para livros que tenham pelo menos 300 páginas e que tenham capa dura. Isso facilitará o trabalho.</p>
<p>2. Misture a cola: faça uma solução de cola branca com um pouco de água – uma parte de cola para duas partes de água – em uma vasilha. A aparência final deve ficar semelhante à viscosidade de tinta acrílica.</p>
<p>3. Isole as páginas: agrupe as primeiras 20 páginas do livro com o plástico e se certifique de que estejam bem emboladas de todos os lados. Repita o processo para as últimas 20 páginas.</p>
<p>4. Passe cola: cubra os três lados das páginas restantes com a mistura de cola. Feche o livro, coloque o objeto pesado em cima e espere secar.</p>
<p>5. Corte: depois de seco, abra o livro e as páginas revestidas pelo plástico. Utilizando a régua e o lapis, marque a primeira página – daquelas que você passou cola nas laterais – com as margens que você desejar.</p>
<p>6. Coloque o livro sobre uma superfície firme, segure e utilize a furadeira para furar as intersecções do seu desenho das margens. Pare antes de atingir as páginas plastificadas.</p>
<p>7. Cave: a ideia aqui é utilizar os buracos para que sirvam de pontos de entrada para a lâmina, que tirará o volume do livro. Cave e tenha cuidado para não estragar as partes das páginas que não devem ser retiradas. Se quiser, pode utilizar uma serrinha.</p>
<p>8. Limpe e cole: termine de limpar as páginas da cavidade e pinte-as com a mistura de cola. Feche o livro, coloque o peso em cima e espere secar.</p>
<p>9. Adicione uma última camada: uma vez que esteja seco, pinte mais uma vez as páginas e as laterais com a mistura de cola. Feche o livro e espere secar.</p>
<p>10. Esconda: quando tudo estiver seco, remova os plásticos e coloque o que desejar no espaço interno, como joias, dinheiro e o que mais for possível. Agora é só pôr na prateleira.[<a title="Gizmodo" href="http://gizmodo.com/5897996/how-to-make-a-book-into-an-incognito-stash-box">Gizmodo</a>]</p>
<p>Fonte: <a href="http://hypescience.com/como-transformar-um-livro-em-um-belo-esconderijo/?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29" target="_blank">Hypescience</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>&#8216;Escrever para os tablets banalizará a literatura&#8217;, diz Mario Vargas Llosa</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 23:20:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oficinadelivros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Autores]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado por G1 Escritor peruano não acredita que &#8216;suporte seja insensível ao conteúdo&#8217;. &#8216;É um temor, tomara que não aconteça&#8217;, afirmou o vencedor do Nobel. O escritor Mario Vargas Llosa durante conferência em Porto Alegre O escritor peruano Mario Vargas Llosa acredita que a literatura criada &#8220;diretamente para os tablets&#8221;...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/05/escrever-para-os-tablets-banalizara-literatura-diz-mario-vargas-llosa.html" target="_blank">Publicado por G1</a></p>
<div>
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<p>Escritor peruano não acredita que &#8216;suporte seja insensível ao conteúdo&#8217;. &#8216;É um temor, tomara que não aconteça&#8217;, afirmou o vencedor do Nobel.</p>
</div>
</div>
<div id="materia-letra">
<div>
<div>
<div><img title="O escritor Mario Vargas Llosa durante conferência em Porto Alegre (Foto: Divulgação)" src="http://s2.glbimg.com/-vXxBtElmfNjOLd0f-v5e6QQYCJ6T-cQq_K5ahkyjUNIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2010/10/14/vargasllosa_portoalegrevale.jpg" alt="O escritor Mario Vargas Llosa durante conferência em Porto Alegre (Foto: Divulgação)" width="300" height="225" /><strong></strong></div>
<div><strong>O escritor Mario Vargas Llosa durante conferência<br />
em Porto Alegre<br />
</strong></div>
<p>O escritor peruano Mario Vargas Llosa acredita que a literatura criada &#8220;diretamente para os tablets&#8221; pagará o mesmo preço que a televisão, pois se banalizará e cairá na frivolidade.</p>
<p>&#8220;É um temor, tomara que não aconteça&#8221;, declarou nesta quarta-feira o Prêmio Nobel de Literatura de 2010 ao discursar no ciclo que a Biblioteca Nacional da Espanha organizou para comemorar seu terceiro centenário, celebrado neste ano.</p>
<p>Vargas Llosa, de 76 anos, manteve um debate com o jornalista Sergio Vila-Sanjuán. Entre outros temas, o escritor mencionou sua paixão pela leitura desde criança, o nascimento de sua vocação literária, seu amor pelas bibliotecas e seu temor de que os aparelhos eletrônicos afetem o conteúdo da escrita.</p>
<p>Ao contrário do que dizem &#8220;com tanta certeza os defensores do livro eletrônico&#8221;, o escritor peruano não acredita que &#8220;o suporte seja insensível ao conteúdo&#8221;.</p>
<p>Ele baseia seu convencimento no que aconteceu com a televisão: &#8220;Por que a televisão banalizou tanto os conteúdos, quando é um instrumento extraordinário para chegar a grandes públicos, mas foi incapaz de se transformar em um transmissor de grandes ideias, de grande arte ou literatura?&#8221;, questionou o autor.</p>
<p>Em sua opinião, a televisão &#8220;não chegou a lugar algum, porque aponta ao mais baixo para chegar ao maior número de pessoas&#8221;.</p>
<p>Vargas Llosa disse não se opor ao entretenimento e afirmou existir boas séries televisivas, &#8220;mas ler (Marcel) Proust ou (James) Joyce não é o mesmo que assistir a uma série&#8221;.</p>
<p>Em um salão de eventos abarrotado de público &#8211; e com dezenas de pessoas que tiveram de acompanhar a conversa do lado de fora por um telão -, Vargas Llosa afirmou que a coisa mais importante que aconteceu em sua vida foi aprender a ler aos cinco anos de idade. Desde então, segundo ele, começou a viver &#8220;grandes experiências&#8221; graças aos livros. &#8220;A leitura me mudou a vida&#8221;.</p>
</div>
</div>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Biblioteca montada em jumento incentiva a leitura no interior de PE</title>
		<link>http://www.oficinadelivros.com.br/blog/?p=3213&#038;utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=biblioteca-montada-em-jumento-incentiva-a-leitura-no-interior-de-pe</link>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 23:21:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oficinadelivros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[G1 Pernambuco &#8216;Livros Andantes&#8217; leva publicações a comunidades rurais da Mata Sul. Ariano Suassuna, Raimundo Carrero e Shakespeare fazem parte do acervo. &#8216;Biblioteca-jumento&#8217; disponibiliza livros para comunidades rurais da Mata Sul de Pernambuco. Uma biblioteca itinerante que tem como meio de transporte um jumento. A ideia inusitada faz parte do...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2012/04/biblioteca-montada-em-jumento-incentiva-leitura-no-interior-de-pe.html" target="_blank">G1 Pernambuco</a></p>
<p>&#8216;Livros Andantes&#8217; leva publicações a comunidades rurais da Mata Sul. Ariano Suassuna, Raimundo Carrero e Shakespeare fazem parte do acervo.</p>
<div><img title="Biblioteca-jumento disponibiliza livros para comunidades ruarais da Mata Sul de Pernambuco. (Foto: Luciano Campêlo / Divulgação)" src="http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/04/26/dsc01128_1.jpg" alt="Biblioteca-jumento disponibiliza livros para comunidades ruarais da Mata Sul de Pernambuco. (Foto: Luciano Campêlo / Divulgação)" width="620" height="465" /><strong></strong></div>
<div></div>
<div>
<p><strong>&#8216;Biblioteca-jumento&#8217; disponibiliza livros para comunidades rurais da Mata Sul de Pernambuco.</strong></p>
<p>Uma biblioteca itinerante que tem como meio de transporte um jumento. A ideia inusitada faz parte do projeto &#8216;Livros Andantes&#8217;, que passeia atualmente pela Mata Sul de Pernambuco incentivando a leitura nas comunidades rurais de Raiz de Dentro e Estevinhas, em Amaraji. Cada um dos povoados vai receber quase 200 livros e cordéis, que ficam para a comunidade depois dos 16 encontros promovidos pelo projeto. Os encontros acontecem sempre aos domingos, com participação de professores e arte-educadores capacitados em oficinas do Livros Andantes.</p>
</div>
<p>Neste domingo (29), o projeto vai estar na comunidade de Raiz de Dentro durante a manhã. Na parte da tarde, é a vez de Estevinhas, ambos no município de Amaraji . “Pela nossa experiência, depois do 16º encontro, a comunidade já tem certa intimidade com os livros, já vai em busca deles. Afinal, nosso objetivo é realmente esse, deixar os livros, formar novos leitores”, conta Clara Angélica, coordenadora do projeto.</p>
<p>A escolha do jumento como meio de levar os livros às comunidades, que não tem um acesso fácil, faz parte do processo de conquista do público. “Quando eu pensei no projeto, pensei em ir em busca desse potencial leitor, que não tem como se deslocar até a biblioteca da cidade. O jumento é um meio de transporte bastante comum na região, eles usam para transportar o que plantam, como banana, inhame, cará. Era uma forma de fazer parte do cotidiano deles”, explica a coordenadora.</p>
<p>As atividades da biblioteca itinerante começam com a leitura de algum trecho ou capítulo de um livro e, depois, o público é convidado a escolher mais um para ser lido. Após a leitura, entram em cena os arte-educadores e os empréstimos dos livros, buscando sempre que o leitor compartilhe no encontro seguinte parte da obra com os outros. &#8220;Quando você tem contato com os livros, de alguma maneira uma luz se acende na sua vida. É como se você estivesse o tempo todo na escuridão, e quando você tem contato com o livro, o mundo se abre pra você de alguma forma. Isso não tem preço&#8221;, defende Clara Angélica.</p>
<div><img title="Projeto busca formar novos leitores. (Foto: Luciano Campêlo / Divulgação)" src="http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/04/26/livrosandantes-cortada.jpg" alt="Projeto busca formar novos leitores. (Foto: Luciano Campêlo / Divulgação)" width="300" height="225" /><strong></strong></div>
<div></div>
<div>
<p><strong>Projeto busca formar novos leitores.</strong></p>
<p>Entre os títulos à disposição das comunidades estão livros de autores pernambucanos, mas também de obras clássicas da literatura brasileira e mundial. “A gente leva Ariano Suassuna, Raimundo Carrero, literatura de cordel, não só naquela ediçãozinha de livreto, mas também uns de capa dura que já são publicados. Romeu e Julieta, uma versão mais adaptada para uma linguagem mais popular, a gente tem essa preocupação de trazer a boa literatura”, detalha Clara.</p>
</div>
<p>A primeira edição do projeto aconteceu em 2009, no povoado de Prata Grande, onde o projeto comemora mais de 1.200 empréstimos, e de Estivas, ambos em Amaraji. “Uma coisa que é muito legal é a receptividade, o encantamento que o livro provoca. Na primeira vez, muitos chegaram a cavalo e ficaram dentro de um abrigo. É todo um processo de conquista. No dia seguinte do primeiro encontro, seis adultos foram lá me procurar para serem alfabetizados”, lembra a coordenadora.</p>
<p>Nesta edição, além da ‘biblioteca-jumento’, o projeto criou também um cineclube, que leva curtas-metragens ligados às temáticas da comunidade. No primeiro encontro deste ano, no último dia 15 de abril, o filme foi ‘Terra para Rose’, de Tetê Moraes, documentário de 1985 que fala sobre reforma agrária. “Eles se identificaram, lembraram que foram de Vitória de Santo Antão para o Recife a pé, compartilharam experiências”, conta animada Clara.</p>
<p>Para esse domingo (29), o cineclube apresenta um documentário sobre mulheres que raspam mandioca. “É um documentário, um curta que tem totalmente a ver com a realidade deles. Eles têm casa de farinha, plantam a mandioca”, acrescenta a coordenadora.</p>
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		<title>Um Livro comestível</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 22:40:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oficinadelivros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>

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		<description><![CDATA[Postado  em Fubiz Via Livro e Afins O estúdio de design alemão Korefe teve a excelente ideia de pensar um livro comestível. O Cookbook Real para cozinhar lasanha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Postado  em <a href="http://www.fubiz.net/2012/04/02/the-real-cookbook/" target="_blank">Fubiz</a> Via <a href="http://livroseafins.com/livro-comestivel/?utm_medium=twitter&amp;utm_source=twitterfeed" target="_blank">Livro e Afins</a></p>
<p>O <a href="http://livroseafins.com/livro-comestivel/?utm_medium=twitter&amp;utm_source=twitterfeed#" rel="nofollow">estúdio</a> de design alemão Korefe teve a excelente ideia de pensar um livro comestível. O Cookbook Real para cozinhar lasanha.</p>
<p><a href="http://www.oficinadelivros.com.br/blog/?attachment_id=43505" rel="attachment wp-att-43505"><img src="http://livroseafins.com/wp-content/uploads/2012/04/the-real-cookbook5-550x412.jpg" alt="" width="550" height="412" /></a></p>
<p><a href="http://www.oficinadelivros.com.br/blog/?attachment_id=43506" rel="attachment wp-att-43506"><img src="http://livroseafins.com/wp-content/uploads/2012/04/the-real-cookbook1-550x412.jpg" alt="" width="550" height="412" /></a></p>
<p><a href="http://www.oficinadelivros.com.br/blog/?attachment_id=43507" rel="attachment wp-att-43507"><img src="http://livroseafins.com/wp-content/uploads/2012/04/the-real-cookbook6-550x412.jpg" alt="" width="550" height="412" /></a></p>
<p><a href="http://www.oficinadelivros.com.br/blog/?attachment_id=43508" rel="attachment wp-att-43508"><img src="http://livroseafins.com/wp-content/uploads/2012/04/the-real-cookbook2-550x412.jpg" alt="" width="550" height="412" /></a></p>
<p><a href="http://www.oficinadelivros.com.br/blog/?attachment_id=43509" rel="attachment wp-att-43509"><img src="http://livroseafins.com/wp-content/uploads/2012/04/the-real-cookbook8-550x412.jpg" alt="" width="550" height="412" /></a></p>
<p><a href="http://www.oficinadelivros.com.br/blog/?attachment_id=43510" rel="attachment wp-att-43510"><img src="http://livroseafins.com/wp-content/uploads/2012/04/the-real-cookbook-550x412.jpg" alt="" width="550" height="412" /></a></p>
<p><a href="http://www.oficinadelivros.com.br/blog/?attachment_id=43511" rel="attachment wp-att-43511"><img src="http://livroseafins.com/wp-content/uploads/2012/04/the-real-cookbook7-550x412.jpg" alt="" width="550" height="412" /></a></p>
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		<title>As fantásticas salas do conhecimento</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 19:02:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oficinadelivros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bibliotecas]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado em Networkedblogs Biblioteca da Universidade de Coimbra (1290), Portugal Ao longo de toda a existência, o homem sempre buscou formas de perpetuar o seu conhecimento e transmiti-lo a gerações futuras. O que seria da história ou do conhecimento se os episódios e vicissitudes da humanidade não estivessem escritos e...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://networkedblogs.com/wDckT" target="_blank">Publicado em Networkedblogs</a></p>
<div id="attachment_14454">
<p><a href="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/2007110200_obvious.pt_biblioteca-universidade-coimbra.jpg" data-group="group6"><img title="2007110200_obvious.pt_biblioteca-universidade-coimbra" src="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/2007110200_obvious.pt_biblioteca-universidade-coimbra.jpg" alt="" width="518" height="389" /></a></p>
<p>Biblioteca da Universidade de Coimbra (1290), Portugal</p>
</div>
<p>Ao longo de toda a existência, o homem sempre buscou formas de perpetuar o seu conhecimento e transmiti-lo a gerações futuras. O que seria da história ou do conhecimento se os episódios e vicissitudes da humanidade não estivessem escritos e armazenados em algum lugar? Simplesmente seriam factos que muito rapidamente se tornariam lendas.</p>
<p>Todos nós temos um local que nos fascina. Um local que possui uma aura quase mágica que nos faz pensar e reflectir sobre os mais diversos aspectos. Um dos locais que mais me fascina e atrai é uma biblioteca antiga, cheia de livros e conhecimento. Percorrer o mesmo local que alguém percorreu há centenas de anos, prateleira após prateleira, armário após armário, com livros que outrora foram a única porta aberta para o conhecimento e evolução da própria humanidade é uma experiência arrebatadora.</p>
<p>Saber que alguns dos livros de uma biblioteca foram outrora folheados por alunos e mestres que muito possivelmente alteraram a realidade humana através dos seus contributos em áreas como a medicina, filosofia, engenharia ou poesia, torna toda a experiência de estar num local destes, no mínimo, fascinante.</p>
<p>Deixo-vos algumas imagens destas fantásticas salas de conhecimento.</p>
<div id="attachment_14455">
<p><a href="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/2007110200_obvious.pt_Real-Gabinete-Portugues-De-Leitura-Rio-De-Janeiro-3-tm.jpg" data-group="group12"><img title="2007110200_obvious.pt_Real Gabinete Portugues De Leitura Rio De Janeiro 3-tm" src="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/2007110200_obvious.pt_Real-Gabinete-Portugues-De-Leitura-Rio-De-Janeiro-3-tm.jpg" alt="" width="518" height="498" /></a></p>
<p>Real Gabinete Português de leitura (1837), Rio de Janeiro, Brasil (talvez um dos espaços mais cativantes)</p>
</div>
<div id="attachment_14456">
<p><a href="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/2007110200_obvious.pt_STIFTSBIBLIOTHEK-ST.-GALLEN-tm.jpg" data-group="group13"><img title="2007110200_obvious.pt_STIFTSBIBLIOTHEK-ST.-GALLEN ()-tm" src="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/2007110200_obvious.pt_STIFTSBIBLIOTHEK-ST.-GALLEN-tm.jpg" alt="" width="518" height="679" /></a></p>
<p>Biblioteca Abbey (613), Suíça</p>
</div>
<div id="attachment_14457">
<p><a href="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/2007110200_obvious.pt_Biblioteca-do-Palacio-e-Convento-de-Mafra-I-tm.jpg" data-group="group14"><img title="2007110200_obvious.pt_Biblioteca do Palacio e Convento de Mafra I-tm" src="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/2007110200_obvious.pt_Biblioteca-do-Palacio-e-Convento-de-Mafra-I-tm.jpg" alt="" width="518" height="387" /></a></p>
<p>Biblioteca do Palácio e Convento de Mafra (1715), Portugal</p>
</div>
<div id="attachment_14458">
<p><a href="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/2007110200_obvious.pt_1304080426_c394a4e76d_o-tm.jpg" data-group="group15"><img title="2007110200_obvious.pt_1304080426_c394a4e76d_o-tm" src="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/2007110200_obvious.pt_1304080426_c394a4e76d_o-tm.jpg" alt="" width="518" height="344" /></a></p>
<p>Biblioteca Strahov (1143)- Sala Teológica &#8211; Praga, República Checa</p>
</div>
<div id="attachment_14459">
<p><a href="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/2007110200_obvious.pt_Peabody-Library-tm.jpg" data-group="group16"><img title="2007110200_obvious.pt_Peabody Library-tm" src="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/2007110200_obvious.pt_Peabody-Library-tm.jpg" alt="" width="518" height="665" /></a></p>
<p>Biblioteca George Peabody (1857), USA</p>
</div>
<div id="attachment_14460">
<p><a href="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/1.jpg" data-group="group17"><img title="1" src="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/1.jpg" alt="" width="518" height="388" /></a></p>
<p>Biblioteca do Mosteiro Beneditino (1074), Áustria</p>
</div>
<div id="attachment_14461">
<p><a href="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/2.jpg" data-group="group18"><img title="2" src="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/2.jpg" alt="" width="518" height="345" /></a></p>
<p>Biblioteca do Mosteiro de Melk (1089), Áustria</p>
</div>
<div id="attachment_14462">
<p><a href="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/31.jpg" data-group="group19"><img title="3" src="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/31.jpg" alt="" width="518" height="259" /></a></p>
<p>Biblioteca Sansovino (1560), Roma</p>
</div>
<div id="attachment_14463">
<p><a href="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/4.jpg" data-group="group20"><img title="4" src="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/4.jpg" alt="" width="518" height="409" /></a></p>
<p>Biblioteca do Colégio de Trinity (Séc. XVI), Dublin, Irlanda</p>
</div>
<div id="attachment_14464">
<p><a href="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/5.jpg" data-group="group21"><img title="5" src="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/5.jpg" alt="" width="518" height="503" /></a></p>
<p>Biblioteca do Vaticano (Séc. IV), Vaticano, Roma</p>
</div>
<div id="attachment_14465">
<p><a href="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/6.jpg" data-group="group22"><img title="6" src="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/6.jpg" alt="" width="518" height="422" /></a></p>
<p>Biblioteca Nacional de Áustria (1493), Vienna, Áustria</p>
</div>
<div id="attachment_14466">
<p><a href="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/7.jpg" data-group="group23"><img title="7" src="http://www.livrosepessoas.com/wp-content/uploads/2012/04/7.jpg" alt="" width="518" height="388" /></a></p>
<p>Biblioteca Klementium, Praga, Republica Checa</p>
</div>
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		<title>Livros e uma sacola retornável</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 08:28:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oficinadelivros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Postado em O poeta e a noite via Livro e Afins Esses dias eu estava indo para a escola de manhã e peguei o elevador do prédio, junto com uma mulher que, provavelmente, estava indo trabalhar. Ela levava alguns cadernos, pastas e documentos dentro dessas sacolas reutilizáveis que a cada...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Postado em <a href="http://opoetaeanoite.blogspot.com.br/2012/04/livros-e-uma-sacola-retornavel.html" target="_blank">O poeta e a noite</a> via <a href="http://livroseafins.com/" target="_blank">Livro e Afins</a></p>
<div>Esses dias eu estava indo para a escola de manhã e peguei o elevador do prédio, junto com uma mulher que, provavelmente, estava indo trabalhar. Ela levava alguns cadernos, pastas e documentos dentro dessas sacolas reutilizáveis que a cada dia vêm aumentando entre a população, com o objetivo de substituir a sacolinha de plástico nas compras do dia a dia. Pois bem, depois que vi aquilo refleti e uma dose de felicidade me invadiu. Aos poucos a população está mudando seus hábitos e essas sacolas reutilizáveis estão entrando no cotidiano, uma atitude positiva em prol do meio ambiente.</div>
<div>
<p>Mas os meus pensamentos não pararam por ai&#8230; E por favor, não desista da leitura no meio do caminho, vá até o fim.</p>
<p>O ser humano (incluo eu), principalmente os brasileiros (incluo eu novamente), é acomodado. O que vale é a comodidade e o que a empresa capitalista o oferece para a resolução dos problemas de maneira fácil e prática. O sistema impõe e inventa dificuldades que será solucionada com um novo produto, pensando na venda e não nas consequências do “novo produto” para o ambiente.</p>
<p>Ainda hoje nas ruas, no serviço, ou na internet, escutamos centenas, milhares de pessoas, reclamando da extinção das sacolas de plástico. Não entendo o porquê de tanta reclamação. Será que o brasileiro, um povo que se julga tão miscigenado, não tem a capacidade de mudar os hábitos, atitudes e intenções? Logo agora vai se julgar tão conservador? As sacolinhas de plástico começam a ser extintas, se dá inicio a uma forma de diminuir os plásticos na decomposição de lixo. São uns 500 anos economizados, assim como uma futura realidade preservada.</p>
<p>Ai você que não concorda comigo, começa a me bombardear, xingar, falar um monte de merda. Calma, eu também concordo com uma “cláusula” desse discurso revoltado:</p>
<p>É CLARO QUE A SACOLINHA NÃO VAI SALVAR A ATUAL SITUAÇÃO AMBIENTAL</p>
<p>Mas será que não é um grande passo para a mudança? Já pensaram de forma macro, sobre a consequência da sacolinha descartada no lixo, na rua, no rio, mar e tantos outros lugares? Pensem nisso.</p>
<p>Agora eu agradeço a você que leu esse artigo até aqui, e viu a minha opinião sobre a sacolinha plástica, mas sabe onde eu quero chegar? Nos LIVROS!</p>
<p>É claro, na leitura como sempre. O brasileiro é um povo tão acomodado-conservador que sabe, e reconhece que não lê, mesmo assim não faz nada para mudar, continua na ignorância ao invés de pegar um livro, tentar ao menos ler poucas páginas por dia. As pessoas sabem da vantagem da leitura, mas preferem ficar na ignorância e trocar uma hora de leitura, por várias horas de programa de fofoca, ou de facebook, ou de besteira. E tudo isso por acomodação, a mesma acomodação do uso das sacolinhas plásticas.</p>
<p>Conclusão, trocando as sacolinhas plásticas por sacolas retornáveis não iremos resolver o problema ambiental, mas daremos um grande passo para a mudança, mesmo que lenta da atual situação. Com os livros é a mesma coisa, a mesma linha de pensamento, mas o grande beneficiado, em primeiro lugar, é você, e depois o mundo em que vive.</p>
</div>
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		<title>Internada há 36 anos em UTI lança livro de memórias escrito com a boca</title>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 13:03:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oficinadelivros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Autores]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Faz 36 anos que Eliana Zagui vive deitada num leito de UTI do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Vítima de paralisia infantil aos dois anos, ela perdeu os movimentos do pescoço para baixo. Respira com ajuda de equipamentos. Na cama, a menina se formou no...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz 36 anos que Eliana Zagui vive deitada num leito de UTI do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Vítima de paralisia infantil aos dois anos, ela perdeu os movimentos do pescoço para baixo. Respira com ajuda de equipamentos.</p>
<p>Na cama, a menina se formou no ensino médio, aprendeu inglês, italiano, fez curso de história da arte e tornou-se pintora. Tudo isso usando a boca para escrever, pintar e digitar. Hoje, lança (só para convidados) seu primeiro livro: <a href="http://livraria.folha.com.br/catalogo/1178150/pulmao-de-aco">&#8220;Pulmão de Aço &#8211; uma vida no maior hospital do Brasil&#8221;</a> (Belaletra Editora).</p>
<p>Pulmão de aço é o nome de uma máquina, inventada na década de 1920, parecida com um forno. As pessoas com insuficiência respiratória eram colocadas dentro dela, com a cabeça de fora.</p>
<p>Eliana ficou cinco dias lá dentro, mas não funcionou. A pólio havia paralisado completamente o diafragma e a deglutição. Ela teve, então, que ser conectada para sempre a um respirador artificial. Só consegue ficar poucas horas longe do aparelho.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td rowspan="3"></td>
<td>Marisa Cauduro/Folhapress</td>
<td rowspan="3"></td>
</tr>
<tr>
<td><img src="http://f.i.uol.com.br/folha/equilibrio/images/12101119.jpeg" alt="Eliana Zagui,38, é vítima de paralisia infantil e desde de um ano e meio mora no Hospital das Clinicas" border="0" /></td>
</tr>
<tr>
<td>Eliana Zagui,38, é vítima de paralisia infantil e desde de um ano e meio mora no Hospital das Clinicas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Entre 1955 e o final da década de 70, 5.789 crianças vítimas da pólio foram internadas no HC. Sete delas, atingidas com mais severidade, ficavam lado a lado na UTI. &#8220;Nós nos apegávamos um ao outro, como numa grande família. Era a única maneira de suportar aquilo tudo&#8221;, lembra Eliana.</p>
<p>Da turminha, só sobreviveram ela e Paulo Machado, 43, que divide o quarto com a amiga e cuja história de vida também aparece no livro. &#8220;A Eliana é minha irmã, a minha família. Tem temperamento forte. Quando vejo que ela está brava, coloco os fones de ouvido e fico na minha&#8221;, diz.</p>
<p>Eles poderiam viver com suas famílias, com o apoio do hospital. Mas nunca houve interesse por parte delas. Os parentes raramente os visitam. &#8220;Não me magoo mais. Já sofri muito e hoje aprendi que cada um é cada um.&#8221;</p>
<p>Eliana e Paulo passam a maior parte do tempo na internet. Ela gosta de sites de relacionamentos, de pintura e artesanato. Paulo é aficionado por cinema. Está envolvido na produção de uma animação cuja protagonista é Teca, o apelido carinhoso pelo qual chama Eliana. E, para ela, o amigo é o Teco.</p>
<p>Quando é necessário, ele faz as vezes de irmão mais velho. &#8220;Dias atrás, eu me irritei no Face [Facebook] e postei uma mensagem malcriada. O Paulo viu e me chamou a atenção&#8221;, conta Eliana, que chegou a ter 3.000 amigos virtuais. &#8220;Fiz uma limpa no final do ano e só deixei uns cem. Agora tenho uns 300, mas preciso limpar de novo.&#8221;</p>
<p>A saudade dos amigos reais, os quais viu morrer um a um, é o que mais a entristece. &#8220;Foram momentos tão bons. Mas não voltam mais.&#8221;</p>
<p>No livro, ela relata que flertou com o suicídio. &#8220;Avaliava as possibilidades: arrancar a cânula da traqueia com a boca, cortar ou furar o pescoço.&#8221; E encerra com humor. &#8220;Descobrimos que até para morrer antes da hora precisamos da ajuda de alguém.&#8221;</p>
<p>Eliana diz que, volta e meia, essas ideias ainda a visitam, mas que hoje tenta aliviar suas angústias nas sessões semanais de análise.</p>
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<td>Marisa Cauduro/Folhapress</td>
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<td><img src="http://f.i.uol.com.br/folha/equilibrio/images/12101113.jpeg" alt="Eliana Zagui, que desde os dois anos vive em hospital, escreve em seu livro dedicatória" border="0" /></td>
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<td>Eliana Zagui, que desde os dois anos vive em hospital, escreve em seu livro dedicatória</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Pergunto se sonha em viver na casa dos pais. &#8220;Não. Eu iria estagnar&#8221;, responde convicta. Mas, sim, ela sonha em morar fora do hospital.</p>
<p>Em dezembro último, pela primeira vez em 36 anos, passou o Natal fora do HC, na casa de amigos. Foi de maca e com respirador artificial portátil. &#8220;Foi uma experiência ótima, indescritível.&#8221;</p>
<p>Quanto ao livro, Eliana diz esperar que ele ajude &#8220;aqueles que não querem nada com a vida&#8221;. &#8220;É claro que cada um tem as suas dores. A minha desgraça não é maior que a sua nem a sua é maior que a minha. Mas é sempre bom poder aprender a tirar o que vale a pena da vida.&#8221;</p>
<p><a href="http://livraria.folha.com.br/catalogo/1178150/pulmao-de-aco"><strong>PULMÃO DE AÇO</strong></a><br />
<strong>AUTORA</strong> Eliana Zagui<br />
<strong>PREÇO</strong> R$ 36<br />
<strong>PÁGINAS</strong> 240<br />
<strong>EDITORA</strong> Belaletra</p>
<p>Publicado originalmente <a href="http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1073842-internada-ha-36-anos-em-uti-lanca-livro-de-memorias-escrito-com-a-boca.shtml" target="_blank">Folha de SP</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>“O livro é um registro que dura séculos, ao contrário da internet, muito efêmera”</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 13:41:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oficinadelivros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado originalmente por Educar para Crescer &#160; Para o ator, cineasta e escritor, os livros sempre vão ter grande importância, mesmo com o avanço da tecnologia “Já cheguei a me questionar se os livros, hoje em dia, ainda fazem sentido de existir”, disse André. Ator, cineasta e escritor. A vida...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/U5mzFQ45zSw" frameborder="0" width="550" height="389"></iframe></p>
<p>Publicado originalmente por <a href="http://networkedblogs.com/wiJg3" target="_blank">Educar para Crescer</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para o ator, cineasta e escritor, os livros sempre vão ter grande importância, mesmo com o avanço da tecnologia<br />
“Já cheguei a me questionar se os livros, hoje em dia, ainda fazem sentido de existir”, disse André.</p>
<p>Ator, cineasta e escritor. A vida profissional do carioca André Di Mauro pode ser considerada um exemplo de como a família influencia nos gostos e nas escolhas. Ele é filho de dois professores, que sempre o estimularam a ler e estudar. Além de ser sobrinho-neto do cineasta Humberto Mauro, pioneiro do cinema no Brasil. Com o exemplo e apoio vindos de casa, aos 15 anos estreou como ator no seriado Malu Mulher da TV Globo e um ano depois abocanhou o importante Prêmio Mambembe de revelação como autor, pelo texto da peça musical Vira-avesso.</p>
<p>Não parou mais. Participou de diversos trabalhos na televisão, cinema e teatro. Na lista entram produções como as novelas Selva de Pedra e Rainha da Sucata, e o filme sucesso de bilheteria Tropa de Elite. Atualmente o ator está no ar na novela Vidas em Jogo, da Rede Record.</p>
<p>André quis participar do projeto porque acredita que “Educação é a base de tudo”. Confira mais informações sobre sua infância e carreira na entrevista abaixo!<br />
Seu trabalho tem alguma importância para a Educação no país?</p>
<p>André di Mauro: A Cultura e a Arte tem a função também de informar, de trazer conteúdo educativo. Essas áreas podem colaborar com a Educação. As novelas, por exemplo, são um produto popular e, quando tratam de temas polêmicos, ajudam a elucidar certas questões que não são muito claras para a sociedade. Isso é uma forma de prestar um serviço.</p>
<p>Parece também que a ficção torna as informações mais divertidas, prazerosas e interessantes de serem aprendidas. O lúdico torna a informação mais acessível.</p>
<p>Você se envolve na Educação do seu filho?</p>
<p>André di Mauro: Tenho um filho de 15 anos. E faço questão de oferecer a ele uma Educação eclética, que inclua tecnologia, música, esporte. Como um complemento à formação formal.</p>
<p>Também procuro respeitar o que interessa diretamente ao meu filho. Deixo que ele escolha o que quer ou não aprender. Apoio seus interesses, sem tentar impor nada. Mas nunca deixo de oferecer outras opções, porque é importante a criança experimentar coisas novas.</p>
<p>Como foi sua vida escolar?</p>
<p>André di Mauro: Meus pais são professores e por isso sempre foram voltados para a questão da Educação. Minha mãe foi professora de colégio, 1º e 2º graus, e era considerada bem moderna. Ela fazia aulas ao ar livre, com muitas atividades lúdicas. Meu pai era economista, e foi professor de faculdade.</p>
<p>Tive uma educação bem livre, bem bacana. Tive oportunidade de experimentar muito e aprendi a ter iniciativa. Por tudo isso, adorava ir para a escola, aprender coisas diferentes.</p>
<p>Sua família apoiou sua escolha profissional?</p>
<p>André di Mauro: Não tive resistência quando optei por ser artista. Minha família já tinha ligação com o meio. Meu tio-avô foi pioneiro na produção de filmes no Brasil. Minha mãe trabalhava com escultura e minha irmã é cantora, por exemplo. Arte sempre foi algo muito natural em casa.</p>
<p>Já na adolescência você premiado como autor-revelação pela peça Vira-avesso. Poderia falar um pouco mais sobre isso?</p>
<p>André di Mauro: Eu nem esperava receber. Era muito novo, tinha 16 anos. E esse era o maior prêmio de teatro, na época. A peça era bem ligada à Educação. Eu adorava biologia e resolvi escrever um texto com a ideia de explicar para outras crianças e adolescentes como o corpo humano funciona por dentro. Falava de extraterrestres que chegavam à Terra e queriam conhecer o lado de dentro dos seres humanos.</p>
<p>Além de atuar, você escreve roteiros já publicou um livro – “Humberto Mauro: o pai do cinema brasileiro”. Pode falar um pouco mais sobre esses trabalhos com a palavra?</p>
<p>André di Mauro: Desde os 10 anos eu escrevo. Fazia alguns contos, poesias, letras de música. Depois, passei a escrever roteiros de seriados, curtas-metragens. Meu gosto pela escrita e pela leitura vêm do exemplo do meu avô e do meu pai, grandes leitores. Meu avô tinha uma biblioteca enorme, com milhares de livros e desde pequeno eu frequentava o lugar. Sobre começar a escrever, veio como consequência do meu gosto pela leitura.</p>
<p>Os livros vão sair de moda com o avanço da tecnologia?</p>
<p>André di Mauro: Eu já cheguei a me questionar se os livros, hoje em dia, ainda fazem sentido de existir. Pensei se deveria ou não publicar um livro que estou escrevendo, ou se deveria disponibilizar só virtualmente. Mas depois fiquei pensando sobre alguns pontos.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que existem essas facilidades digitais, como tablets e internet, tudo que é produzido é muito efêmero, passageiro. O livro é algo materializado. Serve como um registro que dura séculos. Algo que a internet, blogs e redes sociais não permitem. Se o site sair do ar, acabou. Por isso o livro sempre vai ter importância. Ele eterniza as ideias. Uma pessoa compra o livro e pode passar para os filhos, netos…</p>
<p>Por isso pensei: é, vou continuar escrevendo e publicando em livro.</p>
<p>Você estudou no exterior. Como foi essa experiência?</p>
<p>André di Mauro: Viajar em si, mesmo que não seja para estudar, já é suficiente para você adquirir uma cultura absurda. E acho que quanto mais jovem, mais impacto isso causa.</p>
<p>Lembro de uma viagem que fiz para a Itália, com uns 10 anos. Morei por um tempo lá e quando voltei, senti que estava com uma cabeça bem mais avançada que a maioria dos meus amigos, em relação a muitos assuntos. Percebi que era importante ter uma visão de fora.</p>
<p>Outra viagem que me marcou foi para Nova York. Tinha ganhado uma bolsa de estudos do cultuado Actors Studio. Fiquei um ano lá e foi fantástico para minha carreira.</p>
<p>Não é necessário que uma pessoa more em outros lugares. Mas viajar é muito importante, para conhecer outras culturas. É um grande aprendizado.</p>
<p>Continua estudando?</p>
<p>André di Mauro: Hoje em dia, estudo coisas específicas, focadas. Há tempos atrás estava interessado em coisas ligadas ao computador. Fiz webdesign, por exemplo. Outra hora, procurei material sobre economia. Depois, astronomia.</p>
<p>Também estou sempre relendo material voltado para minha profissão. Livros sobre roteiro, métodos de escrita.</p>
<p>Mas tudo de forma autodidata. A internet facilita muito as minhas pesquisas.</p>
<p>Qual a sua opinião sobre a Educação no Brasil?</p>
<p>André di Mauro: De uma forma geral, já melhorou muito. Mas ainda temos problemas muito básicos, que não poderiam mais existir, como o analfabetismo.</p>
<p>Economicamente, o Brasil está bem à frente. Mas ainda existe muita desigualdade educacional no país. O Sul é bem mais adiantando do que o Norte e o Nordeste.</p>
<p>Acho interessantes algumas iniciativas, como a introdução da música no currículo obrigatório. Lembro também de uma proposta para incluir o cinema e as técnicas audiovisuais nas escolas, que seria bem interessante, já que é um assunto que está em todos os lugares. Ainda temos uma longa estrada pela frente.</p>
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